Monday, February 9, 2026

 


MANHÃ DO VELHO

         Francisco Miguel de Moura*

 

Seu hemisfério de hoje é tão estreito!

Olhar cansado, sem leitura à vista,

Não percebendo nada, em longa pista

Que dá, ao mundo, uma paixão sem jeito.

 

Pensar o quê, da vida? E aporrinha

Por quase nada, de manhã à noite,

O menor vento lhe parece açoite,

Se não pode correr... Inda caminha.

 

Por mais que obrigação, fala à vizinha,

Com uma cachorra, feita sua filhinha,

O bom dia é forçado e nada é novo.

 

O dia, então,  se fecha sem beleza,

Pois quem é triste só lhe traz tristeza

E quem é velho, finge... E não é povo.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta do Brasil.

Saturday, January 31, 2026

 


DIVAGAÇÕES DE UM AMOR (Atual)

                    Francisco Miguel de Moura*

 

Vivi tanta alegria inconsequente,

Há muito tempo, que não volta mais:

Manhãs de sol, o coração temente

De que o encontro me trouxesse paz.

 

O coração batendo fortemente,

Enterrava o menino inda incapaz.

Mas lhe veio algo, inopinadamente,

Os dois sorrindo e em “flertes” por sinais.

 

Mas sem pesar o grande seu querer,

Ao receber o bem com tanto alento,

Numa história de amor feita por crer

 

Ao transformar o tempo em desalento

Num espaço menor que a luz e o vento

E, assim, o amor sentir, sofrer, morrer.

_______________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina-PI.

Wednesday, January 28, 2026

 


DIVAGAÇÕES DE UM AMOR

                    Francisco Miguel de Moura*

 

Vivi tanta alegria inconsequente,

Há muito tempo, que não volta em paz:

Manhã de sol, o coração temente

De que o encontro me trouxesse mais.

 

O coração batendo fortemente,

Enterrava o menino inda incapaz

Mas lhe veio algo, inopinadamente,

Sorrindo  à moça pra tirar-lhe a paz.

 

Mas sem saber do tonto seu querer,

De transformar o bem, sem sofrimento,

Numa história de amor, surpreender

 

Sem transformar o tempo, em pensamento,

De um menino impulsivo e tão sem tento

A dor do impedimento acontecer.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, 

poema novo, mas parecendo antigo.

Thursday, January 8, 2026







SONETO AO AMIGO SANΤΑΝΑ

           Francisco Miguel de Moura*


Raimundo Nonato Monteiro de Santana,

Amigo dos amigos, com um senso abençoado, 

Por isto, muito forte e mais do que amado, 

Produziu muitas obras... Tanto a força humana!


Seu saber foi de estudo e de esforço redobrado, 

Com voz forte, voz clara a ninguém enganou, 

Os bons livros do mundo muito o clareou, 

Jamais se viu sem força e nem sequer cansado.


Aos governos mostrava como ver o povo, 

Dono de um viés em busca do que é novo, 

Derrotou às carrancas, sem fazer ruído.


Raimundo Nonato vai muito além do além, 

Com gestos varonis, vibrando em fazer bem, 

Em tudo, mostrou o novo, um fruto já crescido.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro. 

Sunday, December 7, 2025

 


EU, UM FORTE

 

                Francisco Miguel de Moura*

 

Eu fui um forte sem tirar nem pôr,

Em menino, e no tempo da escola,

Me virei um garoto bem pachola

Por ser filho no mestre e professor.

 

Não sofri “buling” e sempre fui melhor

Nas letras, mas também na tabuada

Ria a valer, também em gargalhada,

Na sabatina, um bom recitador.

 

Quando jovem, montei animais brabos,

Se caísse de frente ou pelos rabos,

Levantava do chão, com destemor.

 

Sem chorar nem gritar, limpava a roupa

Era uma vida alegre, porém, louca,

|Pra ser um forte, sem tirar nem pôr.

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 *Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

Saturday, December 6, 2025

  JURACI – SONETO

              Francisco Miguel de Moura*

 

Juraste a mim?  Eu juro que sonhei,

num espaço de tempo tão pequeno,

pois que eu pisava simples, num terreno,

onde teu pai, somente, era o teu rei.

 

Na manhã calma, eu era o professor,

havia outros alunos tão presentes,

que tudo viram, não como inocentes,

brilhar um raio forte... Era do amor...

 

Num minuto, trememos de emoção,

preparando aquele beijo... E, então...

Manhã de sol... Um belo acontecer!

 

Mas, de repente... Corta-se emoção!

Abriu-se, em nim, no pobre coração,

A cicatriz do que não pôde ser

__________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro
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