Friday, June 26, 2026

 O JORNAL E O JORNALISTA

           Francisco Miguel de Moura*

 

A notícia é o jornal de cada dia

Que aquece a mente e o dia fica vivo.

Espanta quando o fato é negativo,

Mas quando é bom, traz luz e alegria.

 

Jornalista é aquele que mais busca

A notícia presente e a acumplicia,

Todo aquele que a encontra e não vicia,

Traz a notícia viva e nada ofusca.

 

Jornalista jamais terá partido,

Seu partido é a verdade verdadeira,

Senão, nenhum jornal terá sentido,

 

Quem não se vende e nunca perde a pista

Confere com os que sofrem na trincheira

Pra não tornar-se um simples “jornazista.”

 

                    Teresina-PI, 07-o4-2025

                         Dia do Jornalista

 ___________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro

Friday, June 19, 2026

 


DE PAI PARA FILHO

                Francisco Miguel de Moura*

                       (para meu filho Franklin) 


Você nasceu  num dia de  alegria,

Eu e sua mãe choramos de prazer,

Não sabíamos mais nada o que fazer,

Pisando leve.., Abençoando o dia!.

 

Cresceu saudável, todos nós contentes,

Correndo e rindo, forte, ao nosso lado,

Inquieto e alegre por saber-se amado,

Quase  não se cansava dos “ presentes”.

 

Sendo o  primeiro, a joia da família,

Entre todos, o único e sem partilha,

Os  seus avós temiam seu perigo.

 

Prazam os Céus que lhe deu a inteligência

Tão maior que o amor e paciência,

E, de você, fez meu melhor amigo.

                                         The. 16.jun. 2026

  ________               

 *Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

Tuesday, June 16, 2026

 


SONETO DOS 93 ANOS

                     Francisco Miguel de Moura

Obrigado, meu Deus, pelo que tenho,

Nos anos todos, são noventa e três,

Não só de poesia, em prosa sou freguês,

Onde o melhor da vida eu desempenho.

 

Quem achar que sou chato,  me retenho

No que sei, vou saltando o conhecido,

Sorrindo, em atenção ao que hei ouvido,

Qual  criança nos sonhos, que não tenho.

 

Lavrando a vida, sempre, em meus amores,

Detestando a cor preta, amando as flores .

Rindo e cantando o mais que se revela...

 

Minha família, em hinos, todo dia,

E tenho um filho poeta, quem diria!?

O mundo é feio, mas a vida é bela!   

 

                                 Teresina, 16/06/2026

            

 

TROVAS DOS 93 (Em 16-06-26)

                                  Francisco Miguel de Moura*


Neste meu aniversário

Tenho pensado de mais:

Nos filhos e na família,

Graças a Deus tudo em paz.

                                                  

Sinto-me fortalecido

 Pelos que estão presentes

Ao vivo, ou pelo WhtsApp.

Mesmo assim estão contentes.


O meu primogênito filho

Fanklin Moura, esse varão,

Trazendo a família inteira,

Todos pegados na mão.


Ele,  por bênção  de Deus,

 Nos visita sempre e mais

 Pra saber da nossa  vida

E também da nossa paz


Obrigado aos que vieram

Franklin Moura  e a família,

Da qual cuida e é  capaz,

Na sua própria cartilha.


Ele  é meu maior amigo,

Devo dizer com razão,

Nesta  simples poesia

Que nasce do coração.

   ______________              

Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

                         (Teresina, PI, 16-06-2026)

Monday, June 1, 2026

 

CONVERSA DE POETA         

              Francisco Miguel de Moura*

 

Vim do século passado e aprecio o presente

Cheio de invalidade. E as dúvidas,  semeio.

Sem nada ao nascer. Perguntam-me: E a que veio?

E eu  respondo: - Tudo além do que a alma sente.

 

Pra ser um bom poeta, além do que é servido

A uma jóia de Deus, clamando para o amor

Tenho horror ao frio e o frio é meu pavor.

Guardo minha letra  bem dentro em ouvido.

 

Sofrer, sofremos todos, a marca do Criado,

Para viver  sorrido invento o meu calor.

Que mais quero de Deus, se ainda sou feliz ?

 

Nada de hipocrisia. Quem não gostar de mim,

Longe de mim eu vejo o ontem, o hoje até o fim,

Pois, sendo como eu sou, ninguém é meu juiz.

_______________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

Saturday, May 9, 2026

 

  


O MAU LEITOR

                    Francisco Miguel de Moura

                            Poeta brasileiro

 

Poesia é uma cousa muito ingrata,

só o poeta que é bom não renuncia.

Porém o mau leitor desaprecia

E esbraveja gritando: “Coisa chata!”

 

Se o poeta se estende, sem bravata,

Como a água que cai dentro da pia,

O leitor logo invade uma outra via,

E, o que era sonoridade, desbarata.

 

Pois quer discurso, história ou teoria,

Quer exemplo, uma história morta ou fria,

Fingindo-se orador... E grita e cora.

 

Perde a letra e o som do que retrata

pra receber aplausos, quando mata

o melhor do poema. E se devora!

 

 


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