Wednesday, February 25, 2026

 


FEI...ÇÃO

 

            Francisco Miguel de Moura*

 

Tua passagem marcou-me:

tanto a roupa, o sorriso, o sol, a hora

e a sombra da noite que caía.

Caíram nas minhas mãos

as bênçãos das tuas – que saudação!

Uma criança ao lado, tão inocente,

percebe a nossa indiscrição.

E segue em frente ao seu brinquedo.

 

Felizmente a rua era deserta e vazia

se não nada teria acontecido

nem ficaria cheia (de mim, sem medo)

Minha verdade é o bem que me fazem.

Tenho sentido.

 

E eu voava nas dobras daquele roupão

como se subisse a um grande céu de vidro.

Ou eu entrara num transe enternecido

de menino ainda de sexo pagão?

 

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* Poeta, quando lhe vem a inspiração, não tem compromisso com o que não seja poesia, seus momentos da vida são cheios dela. Que assim continue,com a graça divina.

Monday, February 9, 2026

 


MANHÃ DO VELHO

         Francisco Miguel de Moura*

 

Seu hemisfério de hoje é tão estreito!

Olhar cansado, sem leitura à vista,

Não percebendo um nada, em longa pista

Que leva ao mundo, uma paixão sem jeito.

 

Pensar o quê, da vida? E se aporrinha

Pois quase nada é tudo até à noite,

O menor vento lhe parece açoite,

Se não pode correr... Inda caminha...

 

Por mais que obrigação, fala à vizinha,

Com uma cachorra, feita uma filhinha,

E o "bom dia" é forçado como um ovo.

 

O dia, então,  se fecha e sem beleza,

O mundo não é seu, já tem certeza 

Não adianta esforçar-se pra ser novo.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta do Brasil.

Saturday, January 31, 2026

 


DIVAGAÇÕES DE UM AMOR (Atual)

                    Francisco Miguel de Moura*

 

Vivi tanta alegria inconsequente,

Há muito tempo, que não volta mais:

Manhãs de sol, o coração temente

De que o encontro me trouxesse paz.

 

O coração batendo fortemente,

Enterrava o menino inda incapaz.

Mas lhe veio algo, inopinadamente,

Os dois sorrindo e em “flertes” por sinais.

 

Mas sem pesar o grande seu querer,

Ao receber o bem com tanto alento,

Numa história de amor feita por crer

 

Ao transformar o tempo em desalento

Num espaço menor que a luz e o vento

E, assim, o amor sentir, sofrer, morrer.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina-PI.

Wednesday, January 28, 2026

 


DIVAGAÇÕES DE UM AMOR

                    Francisco Miguel de Moura*

 

Vivi tanta alegria inconsequente,

Há muito tempo, que não volta em paz:

Manhã de sol, o coração temente

De que o encontro me trouxesse mais.

 

O coração batendo fortemente,

Enterrava o menino inda incapaz

Mas lhe veio algo, inopinadamente,

Sorrindo  à moça pra tirar-lhe a paz.

 

Mas sem saber do tonto seu querer,

De transformar o bem, sem sofrimento,

Numa história de amor, surpreender

 

Sem transformar o tempo, em pensamento,

De um menino impulsivo e tão sem tento

A dor do impedimento acontecer.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, 

poema novo, mas parecendo antigo.

Thursday, January 8, 2026







SONETO AO AMIGO SANΤΑΝΑ

           Francisco Miguel de Moura*


Raimundo Nonato Monteiro de Santana,

Amigo dos amigos, com um senso abençoado, 

Por isto, muito forte e mais do que amado, 

Produziu muitas obras... Tanto a força humana!


Seu saber foi de estudo e de esforço redobrado, 

Com voz forte, voz clara a ninguém enganou, 

Os bons livros do mundo muito o clareou, 

Jamais se viu sem força e nem sequer cansado.


Aos governos mostrava como ver o povo, 

Dono de um viés em busca do que é novo, 

Derrotou às carrancas, sem fazer ruído.


Raimundo Nonato vai muito além do além, 

Com gestos varonis, vibrando em fazer bem, 

Em tudo, mostrou o novo, um fruto já crescido.

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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro. 

Sunday, December 7, 2025

 


EU, UM FORTE

 

                Francisco Miguel de Moura*

 

Eu fui um forte sem tirar nem pôr,

Em menino, e no tempo da escola,

Me virei um garoto bem pachola

Por ser filho no mestre e professor.

 

Não sofri “buling” e sempre fui melhor

Nas letras, mas também na tabuada

Ria a valer, também em gargalhada,

Na sabatina, um bom recitador.

 

Quando jovem, montei animais brabos,

Se caísse de frente ou pelos rabos,

Levantava do chão, com destemor.

 

Sem chorar nem gritar, limpava a roupa

Era uma vida alegre, porém, louca,

|Pra ser um forte, sem tirar nem pôr.

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 *Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

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