Tuesday, June 16, 2026

 


SONETO DOS 93 ANOS

                     Francisco Miguel de Moura

Obrigado, meu Deus, pelo que tenho,

Nos anos todos, são novent e três,

Não só de poesia, em prosa sou freguês,

Onde o melhor da vida eu desempenho.

 

Quem achar que sou chato,  me retenho

No que sei, vou saltando o conhecido,

Sorrindo, em atenção ao que hei ouvido,

Qual  criança nos sonhos, que não tenho.

 

Lavrando a vida, sempre, em meus amores,

Detestando a cor preta, amando as flores .

Rindo e cantando o mais que se revela...

 

Minha família, em hinos, todo dia,

E tenho um filho poeta, quem diria!?

O mundo é feio, mas a vida é bela!   

 

                                 Teresina, 16/06/2026

            

 

TROVAS DOS 93 (Em 16-06-26)

                                  Francisco Miguel de Moura*



Neste meu aniversário

Tenho pensado de mais:

Nos filhos e na família,

Graças a Deus tudo em paz.

                                                  Sinto-me fortalecido

                                                  Pelos que estão presentes

                                                  Ao vivo, ou pelo WhtsApp.

                                                  Mesmo assim estão contentes.

O meu primogênito filho

Fanklin Moura, esse varão,

Trazendo a família inteira,

Todos pegados na mão.

                                             Ele,  por bênção  de Deus,

                                                 nos visita sempre e mais

                                                 Pra saber da nossa  vida

                                                 E também da nossa paz

Obrigado aos que vieram

Franklin Moura  e a família,

De qual cuida e é  capaz,

Na sua própria cartilha.

                                                  Êle  é meu maior amigo,

                                                  Devo dizer com razão,

                                                  Nesta  simples poesia

                                                 Que nasce do coração.

   The, 16/06/1925

 

 

 

Monday, June 1, 2026

 

CONVERSA DE POETA         

              Francisco Miguel de Moura*

 

Vim do século passado e aprecio o presente

Cheio de invalidade. E as dúvidas,  semeio.

Sem nada ao nascer. Perguntam-me: E a que veio?

E eu  respondo: - Tudo além do que a alma sente.

 

Pra ser um bom poeta, além do que é servido

A uma jóia de Deus, clamando para o amor

Tenho horror ao frio e o frio é meu pavor.

Guardo minha letra  bem dentro em ouvido.

 

Sofrer, sofremos todos, a marca do Criado,

Para viver  sorrido invento o meu calor.

Que mais quero de Deus, se ainda sou feliz ?

 

Nada de hipocrisia. Quem não gostar de mim,

Longe de mim eu vejo o ontem, o hoje até o fim,

Pois, sendo como eu sou, ninguém é meu juiz.

_______________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

Saturday, May 9, 2026

 

  


O MAU LEITOR

                    Francisco Miguel de Moura

                            Poeta brasileiro

 

Poesia é uma cousa muito ingrata,

só o poeta que é bom não renuncia.

Porém o mau leitor desaprecia

E esbraveja gritando: “Coisa chata!”

 

Se o poeta se estende, sem bravata,

Como a água que cai dentro da pia,

O leitor logo invade uma outra via,

E, o que era sonoridade, desbarata.

 

Pois quer discurso, história ou teoria,

Quer exemplo, uma história morta ou fria,

Fingindo-se orador... E grita e cora.

 

Perde a letra e o som do que retrata

pra receber aplausos, quando mata

o melhor do poema. E se devora!

 

 


Monday, May 4, 2026


 

DIA DOS NAMORADOS

                      Francisco Miguel de Moura*

 

Se  maus ladrões invadem nossas casas

e a rua onde passamos dia a dia

para o labor, pois que não temos asas,

que fazer pra alcançar nossa alegria?

 

Se nem falar das agonias, troças,

Podemos? Há alguém que nos espia

Pra nos levar às grades. Culpas nossas?

Se um mau juiz, por perto, desconfia?

 

Assim, chegamos tristes à ilusão

De que nada da vida já nos resta.

Mesmo pensando o tempo da canção...

 

Nos chega a dor... E o choro nos agrava,

Lembrando a namorada que destrava

Lavando o olhar e dor do coração.

 

                  Teresina-PI,  12.6.2025

__________

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

 

 

 

Friday, May 1, 2026

 


DIA DO ABRAÇO

            Francisco Miguel de Moura*

 

Hoje, Dia do Abraço, eu, brasileiro,

Fujo à regra e me esqueço do abraço,

Pegando a moda que há no mundo inteiro,

sem liberdade e amor, vou passo a passo.   

 

Por isto, esqueço o Fontes Ibiapina

Daquele abraço seu de “meia-légua”,

Para afirmar, enfim, velha doutrina

De amizade feliz, amor sem trégua.

 

E é por lembrar a “gripe dezenove”,

Até que alguém me diga (e que me prove)

Que ela não mais existe em seu horror.

 

Se alguém tenta abraçar-me, fico longe,

Procuro reservar-me qual um monge,

Que abençoa os amigos sem temor.

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­______________

                         Teresina, PI, 22.05.2022.

*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro.

 

 

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