SONETO
DOS 93 ANOS
Francisco Miguel de Moura
Obrigado,
meu Deus, pelo que tenho,
Nos
anos todos, são novent e três,
Não
só de poesia, em prosa sou freguês,
Onde
o melhor da vida eu desempenho.
Quem
achar que sou chato, me retenho
No
que sei, vou saltando o conhecido,
Sorrindo,
em atenção ao que hei ouvido,
Qual criança nos sonhos, que não tenho.
Lavrando
a vida, sempre, em meus amores,
Detestando
a cor preta, amando as flores .
Rindo
e cantando o mais que se revela...
Minha
família, em hinos, todo dia,
E
tenho um filho poeta, quem diria!?
O
mundo é feio, mas a vida é bela!
Teresina, 16/06/2026
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