DIVAGAÇÕES
DE UM AMOR
Francisco Miguel de Moura*
Vivi
tanta alegria inconsequente,
Há
muito tempo, que não volta em paz:
Manhã
de sol, o coração temente
De
que o encontro me trouxesse mais.
O
coração batendo fortemente,
Enterrava
o menino inda incapaz
Mas
lhe veio algo, inopinadamente,
Sorrindo
à moça pra tirar-lhe a paz.
Mas
sem saber do tonto seu querer,
De
transformar o bem, sem sofrimento,
Numa
história de amor, surpreender
Sem
transformar o tempo, em pensamento,
De
um menino impulsivo e tão sem tento
A
dor do impedimento acontecer.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro,
poema novo, mas parecendo antigo.

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